Desembargadora federal nega HC para presidente da OCB preso na operação Senhores da Fome

Por Paulo Silva

Preso durante a operação Senhores da Fome, deflagrada no ano passado pela Polícia Federal no Amapá, o presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas no Amapá (Sistema OCB-AP), Gilcimar Barros Pureza, vai continuar na cadeia.

A desembargadora Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, manteve a prisão de Gilcimar, que está na cadeia desde o dia 15 de dezembro do ano passado, quando foi deflagrada a segunda fase da operação que investiga o desvio de cerca de R$ 2 milhões, parte deles recursos federais, destinados a compra de merenda escolar para os alunos da rede pública de educação do estado do Amapá.

Segundo a PF, ao longo da investigação foi apurado que Gilcimar Barros Pureza exercia influência direta na administração da Agrocoop, cooperativa investigada pela não entrega de alimentos de agricultura familiar para as escolas do estado do Amapá, além de ser o “sócio oculto” da cooperativa e ter ameaçado membros da Agroocop para que ficassem calados e não colaborassem com as investigações.

A defesa de Gilcimar alegou falta de provas e disse que a prisão dele foi decretada com base em apenas um depoimento, mas a desembargadora entendeu que a liberação do presidente da OCB poderia comprometer as investigações e negou o habeas corpus.

As investigações apontam o envolvimento de 50 diretores de escolas e outros servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seed) no desvio de metade dos recursos de um contrato de R$ 3 milhões e 200 mil destinados à merenda escolar em vários municípios amapaenses.

A Operação Senhores da Fome, deflagrada pela PF em ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MP/AP), Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU), cumpriu, em sua primeira fase, quatro mandados de prisão temporária, sete mandados de condução coercitiva e 18 mandados de busca e apreensão.

Também estão sendo investigados os membros do conselho fiscal da Agrocoop. De acordo com o apurado, eles não tinham conhecimento do funcionamento da cooperativa e constavam no quadro apenas para dar aparência de legalidade.

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