Desembargador marca nova sessão de conciliação entre GEA e SINSEPEAP com  presença do governador

Durante audiência de conciliação realizada no final da manhã desta terça-feira (3), no Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), o desembargador Carmo Antônio de Souza reuniu a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação (Sinsepeap) e procuradores do governo do estado em busca de uma saída negociada para a greve anunciada para esta quarta-feira (04).

A medida foi tomada após a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) ingressar com ação cominatória com pedido liminar contra o Sinsepeap, em face de documento (Ofício 076/2018), por meio do qual o sindicato comunicou que a categoria representada deflagraria greve geral por tempo indeterminado.

No entendimento do desembargador Carmo Antônio, antes de proferir decisão liminar, faz-se necessária a tentativa de conciliação entre as partes, conforme fundamentado no Código de Processo Civil. A audiência contou com a participação de sete dirigentes e dois advogados sindicais, dentre eles a presidente da categoria, professora Kátia Cilene de Almeida. Representando o governo do estado, os procuradores Diego Bonilla e Tiago Albuquerque.

Após ouvir as duas partes, o desembargador suspendeu a audiência e ligou para o governador Waldez Góes (PDT) convidando-o para sentar à mesa de negociação. Em atendimento ao Judiciário, o governador confirmou que estará presente nesta quarta-feira na nova rodada de conciliação, marcada para às 10 horas, no Tjap.

Para Carmo Antônio, “o sindicato e o governador têm maturidade suficiente para sentar e buscar uma solução, pois uma greve é ruim para a categoria, para o governo e, acima de tudo, para os alunos”.

A presidente do Sinsepeap, Kátia Cilene de Almeida, afirmou que o sindicato está disposto a dialogar. “Só o fato de o desembargador Carmo Antônio se colocar à disposição para mediar esse diálogo, e trazer o governador para a mesa com a categoria, abre uma perspectiva muito boa. Nós sabemos da importância de uma mesa de negociação e acredito que de lá sairão bons frutos”, disse a sindicalista.

Quanto à paralisação, a dirigente sindical afirmou que será mantida para esta quarta, com a concentração restrita à Praça da Bandeira, enquanto a audiência de conciliação prossegue no Tribunal de Justiça.

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