Delegado contesta levantamento que aponta o Amapá como o 5º estado mais violento do país

Titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa (Decipe), o delegado Ronaldo Coelho comentou na manhã desta quarta-feira (6) no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9) sobre os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública que apontam o Amapá como o 5º estado mais violento do país.

O Anuário aponta o ano de 2016 como um dos mais violentos da história do Brasil, com 61,6 mil assassinatos, com o Amapá registrando 388 mortes, um aumento de 52,1% em relação ao ano anterior (2015), que teve 250 mortes violentas, o que representa uma ocorrência por dia.

Na opinião do delegado, esses dados não refletem a realidade porque outros estados omitem o quadro real de mortes violentas.

“Essas pesquisas são feitas para favorecer as taxas de grandes cidades; a própria pesquisa mostra que no Brasil ocorreram 60.500 mortes violentas em 2016, o ano mais estarrecedor no Brasil. Só que nos cursos que eu estive como delegado Brasil afora a realidade sempre vem à tona, como no Rio de Janeiro, por exemplo, dito por eles próprios, nos morros, que nominam de comunidades, como no Alemão, eles não registram boletins de ocorrência porque são locais dominados por milícias e pelo tráfico; eles mesmos admitem que os casos são sub-notificados. Esta claro, portanto, que esses dados não refletem a realidade e falam à boca pequena que o Rio é o único lugar que assalto é feito com fuzil na mão. Aqui não é uma maravilha, é certo, porque há locais que estão ficando complicados, porque ocupados desordenadamente e o Estado precisa marca presença”.

Acionado pela bancada do programa, o estatístico Raul Tabajara, analista do IBGE no Amapá, explicou que o levantamento estatístico é feito com base em informações oficiais das secretarias de Segurança Pública e contabilizados de forma proporcional. No caso do Anuário de Segurança Público, é considerado o número de mortes em cada grupo de 100 mil habitantes e percentualmente o Amapá sempre se destaca por ter menor quantitativo populacional em relação à maioria dos estados brasileiros.

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