Compreensão, carinho e muito amor são temperos básicos para a vida dos autistas

No Brasil, o Dia Mundial do Autismo, comemorado em 2 de abril, é celebrado com palestras e eventos públicos que acontecem por várias cidades brasileiras. O objetivo é o mesmo em todo o lugar, ajudar a conscientizar e informar as pessoas sobre o que é o Autismo e como lidar com a doença. Nesta data, vários pontos turísticos do país são iluminados de azul, cor que simboliza o Autismo.

Para falar sobre o autismo o programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9) desta terça-feira (03) convidou o jovem Renan Fonseca, de 20 anos, que é autista e desenvolve suas atividades profissionais como monitor de informática. Ele explicou que, dependendo do caso, os sintomas são: fobias, agressividade, dificuldades de aprendizagem e dificuldades de relacionamento.

“Esses são os principais sintomas, mas é importante ressaltar que existem vários níveis diferentes de autismo, até mesmo pessoas que apresentam o transtorno, mas sem nenhum tipo de atraso mental”, ponderou ele, que é um exemplo desse caso, porque sempre teve um desenvolvimento mental normal, inclusive destacando-se na escola e sem apresentar qualquer sintoma visível do transtorno, à exceção de ansiedade, como ele próprio revela:

– Eu fui diagnosticado aos três anos como hiperativo, e posteriormente meu pai desconfiou de autismo porque eu tinha dificuldade de relacionamento e transtorno foi confirmado. A partir daí eu fui seguindo a minha vida, estudando, tendo acompanhamento permanente dos meus pais, demais familiares, mas sofrendo preconceitos. Não foi fácil, mas consegui superar as dificuldades, também contando com a ajuda de psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos, pedagogos e terapeutas ocupacionais.

Perguntado sobre o maior problema que enfrenta atualmente, Renan não hesitou: “Ansiedade. É um sentimento que muitas vezes leva a pessoa à tristeza e à depressão. Eu já tive depressão e procurei os amigos de verdade, procurando ajuda, tendo sempre os meus pais do meu lado. Na verdade compreensão, carinho e muito amor são fundamentais para o autista”.

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