Ciclista morreu após rompimento de aneurisma cerebral, diz Politec

O laudo cadavérico da Polícia Técnico Científica (Politec) revelou que a morte do serviços gerais Eliel Pereira Brito, de 33 anos, não foi decorrente de uma ataque cardíaco, como se presumiu inicialmente, mas, sim, em razão de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), hemorrágico, provocado pelo  rompimento de um aneurisma cerebral.

É o que detalhou no laudo o médico legista Dilson Ferreira. Eliel morreu por volta de 7h40 de segunda-feira (19) após cair da bicicleta que ele pedalava pela rua José Adilson Pinto Pereira, bairro Infraero I, zona norte de Macapá. O homem havia saído do bairro Açaí e seguia para o trabalho quando passou mal.

“Ele seguia normal ai na frente e de repente caiu da bicicleta. Corremos para chamar os policiais ai no quartel. Foi muito rápido”, disse o pedreiro Carlos Lacerda, de 32 anos, que seguia em outra bicicleta logo atrás.

A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada para prestar socorro. “Utilizamos todos os protocolos no sentido de reanimar o paciente. Permanecemos por cerca de 20 minutos, mas infelizmente ele acabou morrendo”, disse a médica Caroline Campos. O corpo foi removido para a Politec onde passou por necropsia. Eliel foi velado pelos parentes em uma igreja no bairro São Lázaro. O sepultamento ocorreu na manhã desta terça-feira (20) no cemitério São Francisco de Assis, às margens da BR-210.

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Alerta Consultado pelo Diário, por telefone, o neurologista Rogério Reis disse que as causas da formação de um aneurisma podem ser congênitas ou adquiridas. Nesse último caso, alguns fatores aumentam a chance de formação e rompimento, como o tabagismo, hipertensão arterial e colesterol alto.

O grau de periculosidade do aneurisma cerebral depende do seu tamanho e localização no cérebro, se ocorreu vazamento ou ruptura, e ainda a idade e saúde geral da pessoa. Embora um aneurisma possa se romper em qualquer momento da existência, sua ocorrência é mais comum na faixa dos quarenta e cinquenta anos, particularmente no sexo feminino. Estima-se que 30% das pessoas que apresentam ruptura do aneurisma morrem sem ter tempo de receber atendimento médico. Daqueles que conseguem sobreviver ao sangramento inicial (derrame), a metade não sobrevive ou fica com sequelas. Apenas 30% a 40% dos pacientes conseguem ter vida normal após ruptura do aneurisma se forem tratados corretamente.

Reportagem: Elden Carlos e Costa Filho Fotos: Costa Filho

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