Audiência na Justiça Federal define ações para resolver problema de falta de água no Macapaba I

Em entrevista exclusiva concedida ao Diário nesta quinta-feira (17) o presidente da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), Valdinei Amanajás, anunciou que até o dia 30 de junho acabará definitivamente o problema de desabastecimento de água no residencial Macapaba I. Com interrupções permanentes no fornecimento em todo o conjunto e há um mês sem água nos 3º e 4º andares, moradores já realizaram vários protestos, inclusive fechando a entrada do residencial, localizado às margens da BR 210, na zona norte de Macapá.

Na última terça-feira (17) Valdinei Amanajás afirmou que técnicos da companhia realizaram um estudo técnico e constatou que a causa do problema é a reduzida capacidade do conjunto de motobombas do sistema, e que já havia apresentado informalmente o estudo à empresa Direcional Engenharia, responsável pela construção e manutenção do empreendimento imobiliário, e que esse estudo seria apresentado oficialmente à empresa nessa quarta-feira (16) durante audiência na Justiça Federal, com a participação de representantes dos moradores e a mediação do juiz federal João Bosco Costa Soares.

“Conversamos previamente com a direção da empresa Direcional e mostramos o relatório do estudo dos nossos técnicos, que concluiu pela necessidade de substituir o sistema de motobombas. E conforme já estava agendado, tivemos nessa quarta-feira uma audiência de conciliação na Justiça Federal e a Direcional se comprometeu instalar um novo sistema mais potente no Macapaba II e levar o sistema de lá para o Macapaba I. A empresa também se comprometeu de entregar os dois sistemas funcionando plenamente até o dia 30 de junho, com capacidade suficiente para atender as duas etapas”, relatou Amanajás.

Ainda de acordo com o presidente da Caesa, a troca dos sistemas não vai prejudicar o fornecimento de água e será tomado de forma temporária um sistema de rodízio para garantir que todos os apartamentos do Macapaba I sejam contemplados de forma universal.

“Até 30 de junho, em comum acordo com os representantes dos moradores que estavam presentes na audiência, vamos fazer paralisações pontuais, isto é, abastecemos à noite todo o reservatório, liberando a água para os blocos às 5h da manhã. Às 9h30 cessa a distribuição, faz-se o armazenamento nos reservatórios e às 11h30 a água fica liberada, e assim sucessivamente. Com a instalação do novo sistema passaremos a distribuir água de forma ininterrupta 24 horas em todos os andares”, garantiu.

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