Associação dos Cegos e Amblíopes realiza ações para comemorar 15 anos de existência

A Associação dos Cegos e Amblíopes do Amapá (ACAAP) comemora neste mês 15 anos de existência no Amapá e para comemorar a data realiza ações para comemorar 15 anos de existência, como encontros em escolas públicas para discutir acessibilidade. O presidente da entidade, que congrega pessoas portadoras de deficiência visual parcial e total, João Batista de Jesus Pereira, falou sobre o assunto na manhã desta segunda-feira (11) no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9).

“Estamos fazendo visitas aos meios de comunicação, promovendo encontro com alunos e educadores nas escolas públicas e nossa programação de aniversário culminará no dia 27, quando estaremos reunindo os nossos associados para assistir o jogo do Brasil, às 9h, e em seguida ofereceremos um almoço. É interessante e inusitado reunir um grupo de cegos e com baixa visão para assistir pela televisão um jogo da Seleção Brasileira”, comentou.

Nesses encontros em escolas públicas, segundo o presidente, a temática é a discussão de ferramentas existentes, visitas essas que também estão sendo feitas aos órgãos públicos para fortalecer a luta da entidade pela acessibilidade: “O nosso objetivo é darmos ênfase aos problemas do dia a dia enfrentados pelos portadores de deficiência visual, como acessibilidade, e buscar facilidade de acesso às ferramentas existentes, como o sistema Braile, a assinatura cursiva porque mesmo sendo cega a pessoa consegue habilidade para assinar os próprios nomes e realizar cálculos matemáticos através desses instrumentos para poderem estudar e avançar na vida, tendo como maior foco mostrar que sem a educação pessoas cegas ou de baixa ficam sem perspectiva de vida”.


João Batista criticou e disse que irá ao Ministério Público para cobrar meios de acessibilidade no prédio da Assembleia Legislativa, que está sendo reformado e ampliado sem respeitar a legislação vigente: “Há muitas barreiras arquitetônicas e também barreiras atitudinais que prejudicam o dia a dia não apenas dos cegos e amblíopes, como também de todas as pessoas portadoras de deficiências aqui no Amapá porque a fiscalização tem sido muito falha. A gente vê estruturas de acessibilidade em conjuntos residenciais e em agências bancárias, como solo tátil, mas em outras edificações isso não ocorre, como na Assembleia Legislativa, por exemplo, tanto que tentamos, mas infelizmente não conseguimos visitar a obra. Inclusive estamos buscando o Ministério Público para que a acessibilidade seja garantida no prédio do Legislativo a acessibilibilidade que nos é garantido por Lei”.

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