Assentados voltam a cobrar retomada do Luz para Todos em audiência na Justiça Federal

Dezenas de assentados de pelo menos quatro municípios voltaram a se reunir nesta quinta-feira, 17, com o juiz João Bosco Soares para cobrar a retomada do programa Luz Para Todos. Na última audiência, ocorrida em abril deste ano, ficou estipulado que até dezembro cerca de 19 mil imóveis de zonas rurais iriam usufruir, pela primeira vez, das facilidades garantidas pela energia elétrica. Mas, pelo menos segundo os assentados, de lá pra cá nada foi feito.

A audiência foi convocada pela 2º Vara da Justiça Federal do Amapá e teve a presença de representantes da CEA, Eletronorte, Incra e prefeituras. A proposta inicial é que as prefeituras recebessem os recursos e assumissem os trabalhos de eletrificação mas os próprios prefeitos reconhecem que isso demandaria tempo, coisa que as comunidades não dispõem. Os moradores dos assentados entendem que deve ser contratada uma empresa que trate exclusivamente desse trabalho, considerado de grande porte.

Comunidades que estavam de fora do planejamento inicial, como Pancada do Camaipi e Bispo, estiveram presentes. A inclusão dessas comunidades no programa foi solicitada por meio de indicação a Eletrobrás, Eletronorte e CEA pelo deputado estadual Pedro DaLua. Moradores de localidades de municípios como Porto Grande, Mazagão, Ferreira Gomes e Calçoene participaram da audiência para mostrarem as dificuldades que enfrentam e apelarem pela implementação do serviço.

De acordo com o juiz federal João Bosco, que intermediou a audiência e vem acompanhando o processo desde o início, a Eletronorte recebeu mais de 160 milhões do Ministério de Minas e Energia para investir em quase 12 mil ligações de energia elétrica. Para a CEA foram mais de 80 milhões, para mais de 5 mil ligações. O magistrado acredita que finalmente a situação será resolvida.

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