AS DICAS DE NEUROLOGISTA

Redação IJOMA

Macapá, 14 de Agosto de 2020


A enxaqueca atinge cerca de 14% da população mundial. Só no Brasil, mais de 30 milhões de brasileiros sofrem dessa doença. Para que você saiba mais sobre o tema, conversamos com o neurologista do SanSaúde, Dr. Luís Guilherme Ronchi, que deu todos os detalhes.


O médico explicou que a enxaqueca é uma das doenças mais prevalentes na população. “É caracterizada principalmente pela dor de cabeça de moderada a forte intensidade, prolongada (pode perdurar por dias) e recorrente. Causada por alterações nas vias centrais de dor no território do nervo trigêmio no crânio”, disse.


Dr. Luís Guilherme contou que os principais sintomas são: dor principalmente na região da fronte, sendo tipicamente unilateral; náuseas e vômitos; sensibilidade a luminosidade e barulho e pontos brilhantes ou escuros na visão.


Alimentação


Ele falou da relação da alimentação com a doença. “Alguns enxaquecosos apresentam sensibilidade excessiva a alguns tipos de alimentos. Os pacientes sempre conseguem identificar quais são desencadeadores de suas dores de cabeça. Os principais são os gordurosos”, afirmou.


Ciclo menstrual


O ciclo menstrual é um dos principais gatilhos para crises assim como o estado emocional.


Exames de diagnóstico


Os exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética principalmente) são solicitados apenas quando o médico quer excluir causas secundárias de dor de cabeça (por exemplo: trombose de seio venoso cerebral). “Na maioria dos casos, não são necessários”, contou.


Acompanhamento


O neurologista destacou que pessoas que sofrem de dores de cabeça com elevada frequência devem buscar atendimento.“A enxaqueca é uma das principais causas de falta ao trabalho, e os pacientes acabam por fazer uso excessivo e indevido de analgésicos”, disse.


Tratamento


O tratamento das crises são feitos com analgésicos comuns. “Quando ocorre frequência aumentada de crises num período de tempo é indicado o profilático (para evitar crises) com medicação (que não é analgésico) diária”, finalizou.


Dr. Luís Guilherme Ronchi


Fonte:

https://www.votuporangatudo.com.br/noticias/saude/2019/10/as-dicas-de-neurologista

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