Após Campeonato Estadual, jogadores amapaenses ficam desempregados até 2019

O calendário do futebol chegou a junho, o mês tão temido pela maioria dos jogadores que atuam no futebol amapaense. Sem Copa Verde, Copa do Brasil, Série D e agora o Campeonato Amapaense, cerca de 150 atletas estão sem clubes e à procura de uma oportunidade.

Buscar um novo time fora do estado nem sempre é uma opção e muitos mudam até de profissão, o que acaba sendo mais frequente entre os jogadores que não têm poder financeiro para sair de Macapá.

Contratos temporários Em 2018, o Amapá teve cinco clubes ativos (Macapá, Santos-AP, São Paulo-AP, Trem e Ypiranga) que participaram do estadual. Os times tiveram em média 30 jogadores no elenco, com contratos temporários que variaram de dois a três meses. Por equipe, foram de quatro a oito jogos (no caso do campeão) no estadual. O que é pouco para a vida de um jogador profissional.

Apenas o Santos-AP firmou contratos mais longos, pois iniciou os treinos desde fevereiro para participar de competições nacionais como a Copa Verde e a primeira fase da Copa do Brasil, que aconteceu no começo do ano.

Em março, antes do Campeonato Amapaense iniciar, o site Rede do Futebol, analisou o tempo de validade dos 8.863 contratos registrados na CBF. No período da pesquisa, apenas o Santos-AP havia iniciado as atividades. Os números mostraram que dos 24 jogadores registrados, oito tinham contratos temporários. Calendário com poucos jogos

Dos cinco clubes amapaenses, Santos-AP e Macapá ganharam uma certa “sobrevida” por terem participado de competições nacionais, o que deu um calendário com mais jogos. O Peixe, que jogou a Copa Verde, Copa do Brasil e Série D, entrou em campo 21 vezes, já o Leão da FAB, que participou da quarta divisão do brasileiro, disputou 12 partidas.


Ano de Copa do Mundo De fato, a Copa do Mundo atrapalha os atletas amapaenses em busca de novos clubes, pois a maioria paralisa as atividades para acompanhar a maior competição do mundo. Os clubes que se mantêm vivos na Série C e D continuam com os jogos em andamento nos fins de semana, mas buscar um time que está no meio da temporada é bem mais difícil para os jogadores. Neste ano, a maioria dos elencos como Ypiranga, Macapá e Trem foi composto por jogadores de fora do estado, principalmente do Pará, onde o estadual paraense encerrou já com a primeira fase do Amapazão em andamento. A tendência é que esses atletas voltem para as suas terras natais e busquem um novo clube. Já os jogadores que continuam no estado terão que procurar novos times ou mudar de emprego.

Até 2019, futebol! Com o fim do Campeonato Amapaense, o futebol profissional para no Amapá, pelo menos na categoria masculina. De acordo com o calendário da Federação Amapaense de Futebol (FAF), em 2018 ainda haverá o estadual feminino.

Destaque para o cenário amador Sem competições profissionais, aumenta o cenário de atletas amadores no Amapá. No segundo semestre será realizado o Campeonato Não-Profisisonal e o Intermunicipal que movimenta jogadores de todos os municípios do estado.

Incerteza Sem TV, Copa Verde busca energia para sobreviver …

Com o fim da edição de 2018 da Copa Verde, as incertezas sobre a longevidade do torneio começaram.

A competição não emplacou no quesito audiência e prestígio dos torcedores nas arquibancadas. As exceções são Remo e Paysandu que destoam e promovem uma procura razoável nos estádios. Para dar um upgrade, a edição de 2019 poderá contar com novidades. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o paraense Antônio Carlos Nunes, afirmou que medidas estão sendo tomadas para mudar essa situação. “Já tem uma empresa que irá bancar a competição para o ano que vem e isso atrai clubes do Paraná e do Paraguai em disputar o torneio. A chegada desta empresa viabiliza um apoio maior”, frisou Nunes, em entrevista após o jogo entre Paysandu X Atlético-ES, no último dia 16 de maio.

O dirigente ainda destacou outra possibilidade para melhorar a transmissão e levar a Copa Verde para a TV aberta. “Existe um canal de televisão que mostrou interesse em transmitir a Copa Verde e isso melhora para todo mundo, inclusive para os ribeirinhos, que não dependem de canal fechado para assistirem os jogos”, frisou.

Além disso, a expectativa dos clubes é quanto as cotas de participação e isso se aplica aos valores destinados ao campeão e vice. Para se ter idéia, o Paysandu faturou R$ 180 mil pelo título de 2018. Bem abaixo da Copa do Nordeste que possui praticamente os mesmos patrocinadores.

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