Amapá tem 185 presos de olho no Caso Lula para ganhar liberdade, diz Tork

Cleber Barbosa cleberbarbosa.net

Enquanto o país inteiro debate a prisão do ex presidente Luís Inácio Lula da Silva, no Amapá tem 185 presos aguardando o desfecho do caso dele para também requerer a liberdade. A informação é do presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), desembargador Carlos Tork, durante a quarta edição do projeto “Bate Papo com a Imprensa”, nesta sexta-feira (06) em Macapá.

Segundo o magistrado, desde março de 2016 que a Corte Estadual segue a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de repercussão geral, que prevê a execução provisória da pena a partir do julgamento em instância ordinária a nível de segundo grau. “Enquanto não houver mudança no entendimento da Corte Suprema no país essa é a nossa realidade fática”, disse o desembargador.

A reportagem então repercutiu junto a Carlos Tork os questionamentos sobre eventual celeridade no processo de julgamento e desdobramentos do caso Lula, que culminaram com a decretação de sua prisão, mas ele se disse impedido. “Segundo a Lei Orgânica da Magistratura somos impedidos de comentar sobre processos ainda em curso, então não quero incorrer em alguma infração funcional”, disse o magistrado.

Gestão


O presidente do TJAP falou também sobre a realidade orçamentária e financeira do Judiciário Amapaense, ressaltando que o dever de casa foi feito no ano passado e agora pode dizer que a situação é bem melhor. “As pautas difíceis ficaram naquele ano, graças ao ajuste fiscal que foi feito, tanto que fez o TJAP fechar o orçamento de 2018 em abril de 2017, o que foi um grande avanço e está projetando um 2018 promissor para todos nós”, disse ele.

Tork disse ainda que está convocando dois servidores do último concurso, do quadro de serviço social, devido à devolução de duas assistentes sociais que foram requisitadas de volta pela Universidade Federal do Amapá. “Mas existe uma carência de servidores que até o fim do ano chegará a 20 claros em nossa estrutura, então iremos com certeza convocar mais pessoas do concurso público que tem validade até junho de 2019 para preencher essas vagas”, concluiu Carlos Tork.


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