Acusado de matar servidor da Justiça, sargento da PM vai a júri popular

A policial militar Abraão Jardim Machado, acusado do homicídio do servidor da Justiça Gerson Martins Rodrigues (foto), sentará no banco dos réus na sexta-feira, 4 de maio, em sessão plenária na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Macapá, sob a titularidade do juiz Luiz Nazareno Borges Hausseler.O crime ocorreu em novembro de 2016 e teria sido motivado por ciúmes. Gerson Martins Rodrigues tinha 46 anos e ingressou na Justiça do Amapá em 1999.

O técnico judiciário atuava como chefe de secretaria da 2ª Vara Criminal da Comarca de Santana. Segundo consta no inquérito policial, o servidor acabava de sair de um culto evangélico quando foi surpreendido a tiros, ainda dentro do carro que dirigia. Abraão Machado, o acusado é sargento da Policia Militar do Amapá.Em março deste ano o habeas corpus ao sargento militar, preso no Centro de Custódia do Zerão, foi negado pelo relator do processo, desembargador Rommel Araújo de Oliveira, acompanhado à unanimidade em Secção Única do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap). Segundo o voto do relator, Abraão Jardim responde por outros crimes e, no caso em julgamento, fica expresso que mesmo separado há cinco anos de sua ex-esposa reiteradamente a ameaçava, conforme revelam os autos.

O chefe de secretaria da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Marco Antônio Monteiro de Brito, ressalta que há uma prioridade em casos como o do sargento, quando o réu se encontra sob custódia do estado. “Nós temos essa prerrogativa de dar rapidez no andamento de casos em que réu esteja preso”, explica.Além do caso do sargento Abraão Jardim, serão realizados no mês de maio mais 12 julgamentos em sessões plenárias pela 1ª Vara do Tribunal do Júri e 25 audiências de instrução e julgamento.

O titular da unidade, juiz Luiz Nazareno Borges Hausseler, destaca o empenho da 1ª Vara do Tribunal do Júri em solucionar o mais rápido possível os casos de crimes contra a vida. “Nosso maior esforço é dar respostas à sociedade buscando sempre, dentro dos princípios do direito, a justiça de forma rápida e eficiente”, conclui o magistrado.

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